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______O pâncreas é um órgão com função glandular, situado por detrás do estômago, que produz dois hormônios muito importantes para o organismo humano devido à influência que exercem na digestão e em processos metabólicos das proteínas, dos lipídios e, principalmente, dos carboidratos; são eles a insulina e o glucagon ou glucagônio. Suas células, responsáveis pela produção da insulina, são denominadas de células-beta (células-B).
______O glucagon e a insulina são hormônios com funções opostas em relação aos níveis de glicose nos tecidos corporais: o primeiro estimula a produção de glicose pelo fígado, fazendo aumentar a quantidade dessa substância na corrente sangüínea; o segundo faz diminuir a glicose sangüínea porque facilita a sua captação por vários outros tecidos corporais – músculo esquelético, músculos cardíaco e liso, tecido adiposo, leucócitos, cristalino, glândula pituitária, fibroblastos, glândula mamária, aorta e fígado. A insulina não causa influência na absorção de glicose pelo cérebro, pelos túbulos renais, mucosa intestinal e glóbulos vermelhos, conforme Ganong.
______A deficiência de insulina (ou a incapacidade de o organismo utilizá-la adequadamente – resistência à insulina) produz a elevação do nível de glicose no sangue (hiperglicemia) que, quando não é muito acentuada, apesar de inofensiva causa urinação excessiva (poliúria ou poliuria) e muita sede (polidipsia). Porém, a permanência dessa deficiência produz um conjunto de distúrbios que caracteriza uma “doença” à qual se chama de “diabetes melitus” ou diabete melito, ou ainda, simplesmente, diabete, de acordo com Ganong, ou diabetes, segundo o Aurélio.
______O diabete gerado pela deficiência insulínica, denominado de Diabete Tipo I ou Insulinodependente, requer a administração diária de insulina para o seu mais adequado controle e é mais comum em crianças e em adultos jovens; já no caso do diabete causado pela resistência à insulina, chamado de Diabete Tipo II ou Insulino-independente, não há necessidade de administração de insulina. Esse é o tipo mais comum de diabete e afeta principalmente os obesos e aqueles acima de 40 anos de idade.
______A resistência à insulina, a sua ausência ou deficiência aumenta a produção de glicose pelo fígado e impede que as células de vários tecidos corporais recebam tal nutriente energético adequadamente, o que impede o funcionamento normal das mesmas e pode levá-las à morte, pois o sangue fica com excesso de glicose enquanto elas passam fome dessa mesma substância. Dessa forma, além da urinação e da sede em excesso, devido à hiperglicemia e ao excesso de glicose na urina (glicosúria), surgem outros sintomas característicos do diabete: a) perda de peso (a energia que deveria ser fornecida pela glicose perdida através da urina causa um déficit que o organismo supre “praticando” a autofagia, alimentando se de suas gorduras e proteínas); b) aumento do apetite (sente-se muita fome devido ao não aproveitamento dos carboidratos, entre outros fatos); c) cetose (ocorre na circulação sangüínea o excesso de corpos cetônicos – ácido acetoacético e seus derivados, a cetona e o ácido beta-hidroxibutírico – devido à impossibilidade de o organismo produzir gordura a partir da glicose e, também, por causa do aumento da velocidade de queimar gorduras); d) acidose (baixa do pH sangüíneo devido ao aumento de íons de hidrogênio originários dos ácidos acetoacético e B-hidroxibutírico); c) coma (a acidose não tratada leva à desidratação, à diminuição do volume de sangue (hipovolemia) e, por isso, a uma pressão sangüínea muito baixa (hipotensão), assim deprime a consciência e leva ao coma; também a hiperglicemia muito acentuada pode causar o coma devido ao acúmulo excessivo de partículas que afetam a osmose, causando a hiperosmolalidade plasmática que leva à perda de consciência (coma hiperosmolal)), conforme Ganong.
______Se a deficiência ou ausência de insulina provoca a hiperglicemia, seu excesso produz a hipoglicemia, estado em que a taxa de glicose sangüínea é muito baixa já que ocorre um aumento na captação de glicose pelos tecidos do músculo esquelético e outros, já referidos.
______Como a taxa de glicose sangüínea é baixa e a insulina não tem influência na captação dessa substância pelo cérebro e outros tecidos, os efeitos desse estado sobre o sistema nervoso são muito maléficos já que a glicose é o único nutriente energético utilizado normalmente pelo cérebro, de acordo com Ganong.
______Conforme vai diminuindo a glicemia (quantidade de glicose no sangue), algumas áreas cerebrais são afetadas, podendo-se chegar a convulsões e coma.
______Alguns sintomas possíveis da hipoglicemia, que precedem as convulsões e o coma são: a) fala sem coordenação e indistinta (como na embriaguez); b) confusão mental; c) fraqueza; d) enjoo; e) fome; f) tremores: g) palpitações; e h) nervosismo. Se a hipoglicemia é prolongada, desenvolvem-se algumas alterações irreversíveis que levam à morte pela depressão do centro respiratório, conforme Ganong.
______São vários os fatores que podem gerar o excesso de insulina crônico,
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